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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Um show na cidade Vizinha.

Boa noite, caros leitores!

Como vocês estão?
Faz um tempão que escrevi algo para vocês. É que decidi escrever apenas quando achasse que tinha algo sincero a dizer. Não me importa o número de seguidores ou acessos. Se apenas um de vocês me ler e sentir com minhas palavras, tudo estará bem para mim.
Neste último final de semana fui para um show em uma cidade vizinha, tão fofa quanto a minha.  Não sou fã do artista que se apresentou, mas ele me passou uma energia boa.  
Lá encontrei pessoas que conhecia, cada uma em seu quadrado e eu estive o tempo todo comigo mesma. Havia pessoas com quem gostaria de estar, mas elas não estavam lá. Havia pessoas com quem poderia estar, mas preferi andar sobre meus próprios passos e encontrar novas possibilidades ao invés de pousar em um círculo apenas. Foi uma noite, deveras, proveitosa. 
Mas havia alguém...Houve alguém. Alguém com quem, há algum tempo, pensei que estaria. E que pensei que seria com quem eu gostaria de estar.  Infelizmente - não para mim - não era comigo que esta pessoa estava. 
Sim, é verdade. A gente sobrevive a coisas irrelevantes as quais cultuamos como essenciais até descobrirmos o quanto são dispensáveis e ordinárias até.
E acompanhando a letra de uma das canções, em meio a multidão desconhecida, segurando uma cerveja de marca popular, eu apenas girei o olhar e percebi, entre as frestas de gente dançando, parada ou passando... Lá estava o supracitado alguém. E como dissera antes, obviamente não estava comigo nem estava sozinho. Abraçado com uma jovem esbelta naquela madrugada fria, deixou-me, poucos dias antes, apenas acreditar que poderia ser eu. Mas... Que feliz decepção! 
 E dei às costas ao palco enquanto Vercilo prosseguia com seus versos "Faz um tempão /que não dou asas ao meu coração". Pensei comigo: "esta música não serve de trilha sonora pra agora. Não é apropriada." Joguei a cerveja no lixo e ouvi em seguida Vercilo terminar o show. Procurei o caminho de casa. Ah, que bom ter para onde voltar. Cheguei ao amanhecer.
Não me permiti curtir aquela frustração. Foi um momento de sorte, frustrante sim, mas libertador. A verdade é que me sinto viva. Sinto-me livre e capaz de entender como cada situação me impulsiona para um recomeço, uma nova direção.  
Há uma pequena lástima, uma lástima sutil. Há alguns dias, tentei pensar que "nada vai me fazer desistir do amor" e convenci-me. Quando não há retorno dos olhares nem faço pulsar o coração do outro, aceno cinicamente para resignação, que me atende prontamente. Entendidos de que o propósito não é conquistar o outro, mas a nós mesmos. É possível extrair das dores o néctar da experiência. E aprendemos a amar as pessoas, aceitando que elas não nos pertencem, mas que pertencem apenas a si mesmas e é assim que nós também devemos ser e sentir.


Tays de Melo

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