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sábado, 26 de maio de 2018

Em casa...

Aonde formos encontraremos dor, mas não há dor mais curável do que aquela cuidada em nosso verdadeiro lar. Nossa casa, o colo de alguém que te quer bem de verdade, nossa família, nossa cidade.
São lugares de calor, que acolhem não importa o momento e o peso que trouxermos do mundo lá fora. Este lar sempre nos aceita, nos acolhe, as vezes nos recolhe, tão feridos, amofinados e judiados das estradas pelas quais passamos. E mesmo quando  voltamos ainda imaturos, quando somos incompreensivos, egoístas, insuportáveis, quando nos tornamos frios e feios, a gente volta e tem lá um cantinho e um cobertor. Porque acima de tudo, no lar, há amor sincero e amor é sempre receptivo. O lar nos ver despidos, somos sua cria, ele nos conhece mais que qualquer outro.
E por isso, estou de volta à Areia. A cidade me acolheu num dia de fevereiro, estranhando meus hábitos e eu acanhada com os seus. Ela me aceitou, cuidou-me, educou-me e me transformou. Areia também me feriu e por tantas feridas, magoada eu a reneguei, como uma filha que de casa foge após brigar com os pais. E a renegando saudade eu senti, mas de todos os lugares para onde eu fugi, dúvidas nunca houve de para onde eu poderia voltar se algo não saísse bem. Porque aqui está a minha casa, aqui é meu lar. E por suas falhas eu também a perdoei. E nos importa o perdão de quem nos acolhe sobretudo na dor. E nos importa perdoar quem nos aceita, mas corrige nossas imperfeições e a quem emagrece nossa arrogância.

Aqui reencontrei pessoas, me despedi de outras, conheci e reconheci mais algumas. Com umas me encontrei e com outras me perdi. De todas que aprendi e deixei de amar, entendi sobre diferenças, tolerância, e que me cabe compreender mais do que julgar. E que mais vale pesar as pessoas pelo que de bom podem me oferecer. Pois se em mim, apenas as faltas fossem somadas, não haveria nada de mim para amar.
E é natural estar aqui, porque estou em casa. Embora não me sinta completa, eu me sinto feliz. Ademais quem se completa pensa não ter mais pelo que lutar. E no meu lar ainda há uma imensidão para construir.




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